Noite de Natal e a única prenda que recebo é mais uma visita, desta vez com voz meiga e um pouco cansada. Não reconheci aquela cara de imediato mas, depois tive como que um flashback e notei que a estranha cara era um ex-namorado meu.
Seria eu capaz de lhe relembrar quem sou? E o que faz ele num lugar como este? Tudo isto me passou pela cabeça numa fracção de segundos. O ambiente tornou-se estranhamente frio, ele aproximou-se de mim e disse-me baixinho que sabia quem eu era, o meu corpo ficou petrificado durante algum tempo e não soube que dizer não soube que parte do meu corpo mover para me afastar. Ele simplesmente caminhou silenciosamente para a cama e colocou um embrulho em cima e, de repente quando dei por mim ele já não estava lá. Não toquei no embrulho durante dias, as visitas continuavam. Uns dias depois ganhei coragem e tirei o laço onde o embrulho vinha envolto, no saco de veludo deixei cair uma lágrima pois dentro tinha uma pulseira que lhe ofereci, como ela estava bem cuidada e como ele a guardou até hoje. Momento nostálgico interrompido por um bater de porta que só me deu tempo de limpar as lágrimas e guardar tudo apressadamente, para mal dos meus pecados quem entrou foi ele,o Dono de todas nós, no fundo o gerente. É ele quem trata das contas e nos sustenta da forma mais económica possível pois também é ele que fica com os lucros.
Seria eu capaz de lhe relembrar quem sou? E o que faz ele num lugar como este? Tudo isto me passou pela cabeça numa fracção de segundos. O ambiente tornou-se estranhamente frio, ele aproximou-se de mim e disse-me baixinho que sabia quem eu era, o meu corpo ficou petrificado durante algum tempo e não soube que dizer não soube que parte do meu corpo mover para me afastar. Ele simplesmente caminhou silenciosamente para a cama e colocou um embrulho em cima e, de repente quando dei por mim ele já não estava lá. Não toquei no embrulho durante dias, as visitas continuavam. Uns dias depois ganhei coragem e tirei o laço onde o embrulho vinha envolto, no saco de veludo deixei cair uma lágrima pois dentro tinha uma pulseira que lhe ofereci, como ela estava bem cuidada e como ele a guardou até hoje. Momento nostálgico interrompido por um bater de porta que só me deu tempo de limpar as lágrimas e guardar tudo apressadamente, para mal dos meus pecados quem entrou foi ele,o Dono de todas nós, no fundo o gerente. É ele quem trata das contas e nos sustenta da forma mais económica possível pois também é ele que fica com os lucros.
Lucros, aquele dinheiro sujo que provêm do nosso corpo marcado, é isso que nos alimenta e nos mantém debaixo de um tecto esburacado. Não me posso queixar muito até agora a única coisa que me faltou foi liberdade. Perguntou-me se estava tudo bem ainda que com uma voz um pouco grosseira, respondi-lhe como se não estivesse a entender o sentido daquela pergunta e ele logo se apressou a avisar-me que tinha um cliente muito importante e para eu "tratar", no fundo veio pedir-me "sigilo profissional" abanei com a cabeça fazendo sinal de afirmação. Sentei-me novamente na beira da cama olhando para o mundo exterior como já vinha sendo hábito, surgiu-me na ideia a conversa de há instantes.
Sigilo profissional? Como posso eu ter sigilo profissional se para além de estar fechada dentro de quatro paredes bolorentas sem qualquer contacto com o mundo, não exerço qualquer tipo de profissão?
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